segunda-feira, 16 de maio de 2016

Terra Tranquila (1985)


Drama de ficção científica Neozelandês dirigido por Geoff Murphy baseado no livro "The Quiet Earth" de Craig Harrison. Zac Hobson (Bruno Lawrence) um cientista de meia idade acorda em uma manhã e percebe que não há outros humanos, bichos e insetos no planeta, todos desapareceram misteriosamente. Ele procura insistentemente por outras pessoas através de carros de som, mensagens transmitidas pelo rádio e pintadas em muros.

A busca sem sucesso de Zac por ruas desertas, encontrando carros abandonados sem motoristas, destroços de um avião caído em chamas sem cadáveres carbonizados, lojas e bares sem atendentes, ou casas sem moradores, num silêncio terrível de uma cidade sem seres vivos é no mínimo perturbadora.

Refletindo sobre a situação Zac desconfia que o desaparecimento das pessoas possa estar relacionado com o projeto de pesquisa "Flashlight" em que estava envolvido. O projeto internacional tentava estabelecer uma rede circundando o planeta como fonte de grande energia. 

Sem encontrar outras pessoas e atormentado pela culpa e mais ainda, pela duvida: porque de todos, ele permaneceu vivo? Zac fica deprimido e desesperado e passa a agir como um louco poderoso e destrutivo que pode viver em qualquer lugar, dirigir qualquer veiculo (inclusive trens e grandes tratores) a altas velocidades, carregando um potente rifle nas mãos e disparando sem coerência, ou blasfemando contra imagens religiosas em igrejas.

Até que um dia, ele encontra outras duas pessoas em locais diferentes, uma jovem mulher, Joanne (Alison Routledge), e um homem maori, Api (Peter Smith), ambos igualmente atormentados com o isolamento e falta de companhia. Agora juntos, eles tentam sobreviver num planeta vazio, enquanto em paralelo tentam entender o que aconteceu. O cientista continua fazendo experimentos até que surgem novos indícios misteriosos de crises de instabilidade, que podem afetar novamente a realidade das coisas.

Destaque para a brilhante trilha sonora, executada por uma orquestra sinfônica, que estabelece o tom dramático e melancólico em que os personagens se encontram. A trilha sonora combina muito bem com as imagens amplas de cidades vazias e totalmente silenciosas e com o barulho do mar.  

Esse drama é uma obra de arte dos filmes catástrofe com um final intimista e aberto que não busca explicar nada. Destaque muito especial para a cena final, de uma beleza visual impressionante e memorável, com conteúdo de forte impacto, que merece figurar na galeria dos grandes finais ao lado de filmes como O Planeta dos Macacos (1968) ou O Dia Seguinte (1983).

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